O filme "Deus não está morto" me fez lembrar minha primeira aula no curso de Teologia. Meu amado e eterno professor Gilbraz perguntou: "Deus existe?". Nós, alunos, católicos e fiéis das mais diversas igrejas respondemos com convicção: Sim, Deus existe. E ele continuou: Prove!
Os demais períodos estudamos, não para provar a existência dEle, afinal, dentro de cada um de nós Ele já existia, mas para reafirmarmos nossa fé em sua existência. Deus esteve presente durante todo o curso e mais, descobrimos que Deus não era uma propriedade exclusiva de alguns religiosos. Deus existia na "igreja", enquanto instituição religiosa, mas, principalmente, existia dentro de cada um de nós, enquanto criaturas. Um outro professor dizia que, para estudarmos o "Theos" deveríamos estar sempre com uma Bíblia na mão e um jornal na outra - não foi a toa que levei esse ensinamento tão a fundo que depois de oito anos me formei jornalista- pois o conhecimento das escrituras não poderiam estar distante da realidade humana e diária. Fé e Racionalidade devem andar lado a lado. Todos os dias eu vejo noticiais sobre o Papa Francisco e me alegro em ver a renovação na Igreja Católica Romana. Penso que, se eu existisse no período do protestantismo, certamente eu ficaria ao lado de Lutero, justamente por concordar com a necessidade de sempre com a base do conhecimento cristão - a Palavra. Sou grata aos meus mestres teólogos que emprestaram um pouco do seu conhecimento para despertar em mim o desejo de estar sempre mais perto do Sagrado, descobrindo-o e alimentando-me dele. E, sobretudo, por mesmo depois de 10 anos ainda manter vivo seus ensinamentos. O filme é perfeito. Senti falta das minhas aulas de Teologia e de poder partilhar com os meus amigos nos grupos de crisma, mas senti-me renovada. Se Deus existe? Eu creio que sim. E se manifesta assim, nos detalhes da vida. Não preciso de milagres. Pois Ele é absoluto em meus dias.
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